Tap Web Cíntia Martin

Um mundo de SAPATEADO

Entrevista de Flávio Salles a Cíntia Martin – Janeiro de 1999

Flávio Salles

Flávio Salles

O entrevistado de Janeiro de 1999 foi Flávio Salles, que além de excelente sapateador-coreógrafo é diretor da única academia especializada somente em sapateado americano do Rio de Janeiro, a “Academia do Tap”.

Conheço Flávio há anos, mas essa entrevista foi surpreendente para mim : há muitos anos pensava eu conhecer um pouco o Flávio e após a entrevista vi que nada conhecia de sua história. E que bom ! Fiquei fascinada a cada palavra, a cada história que me contava…

Flávio é um dos melhores mestres de sapateado desse país e merece todo meu respeito e admiração pela sua luta, pela sua dedicação e amor ao sapateado e a tudo que se dedica. Um pessoa extremamente iluminada e talentosa em várias áreas e carreiras diferentes. Grande cantor, grande pintor, grande mestre de sapateado, grande coreógrafo, grande bailarino…

Espero que apreciem tanto quanto eu ao conhece-lo melhor. Fica aqui meu agradecimento a você, Flávio, por nos ter recebido tão bem sua casa, num dia de sábado com intenso sol. Um beijão.

Cíntia Martin

……

Cíntia Martin – Como foi para você o “estalo” de querer ser um sapateador ? Considerando que você tem formação em Artes, como isso aconteceu ? Como foi o inicio de seus estudos e de sua carreira ?

Flávio Salles – Eu fiz esporte a vida inteira. Fiz saltos ormamentais, fui atleta do Fluminense, sou vice-campeão carioca várias vezes em saltos ornamentais. Por causa dos saltos ornamentais e da ginástica de solo, no Fluminense – quando eu tinha uns quatorze, quinze anos mais ou menos, por volta dessa época – foi contratada Bertha Rosanova para que nós fossemos fazer Ballet com ela a fim de nos dar maior leveza. Fizemos seis meses de Ballet e – me lembro muito bem – me encantei tanto e era tão esforçado, que ela chegou a me oferecer uma bolsa na época. Acabou que eu não quis continuar e parou por aí.

Continuei fazendo meu esporte e, com dezoito anos, quando estava fazendo saltos ornamentais ainda, comecei a fazer Jazz; fiz um tempinho. Nessa época, estava entrando para a faculdade de Belas Artes, na UFRJ. Além disso, toco vilão desde pequeno: minha casa foi sempre rodeada por músicos. Sempre compus e sempre fiz musica, e no meu segundo ano de faculdade uma de minhas músicas foi gravada. E eu conheci no estudio uma maestrina chamada Célia Vaz e a Rosinha de Valença, que adoraram minha música e perguntaram como eu havia composto uma música tão direito e sem ter estudado. Para encurtar: fui fazer aula com a Celinha e aí a Celinha me ouve cantar e ficou apaixonada, começa a me dar força e ai vem um festival, vem outro e começo a participar e a ganhar prêmio de melhor intérprete em todos os festivais que participava. Veio então a proposta de uma gravação: gravei dois discos.

Trabalhei com música durante oito anos. Eu comecei a cantar em 80. Em 82, lancei meu primeiro disco com a Carmem Costa na sala Funarte. Em 83, viajei pelo Brasil com Johnny Alf e Nana Caymmi fazendo o circuito do Nordeste; eu era apresentado pelo circuito Pixinguinha. Depois eu ganho o primeiro prêmio – não me lembro a data certa – num festival Lubrax na Sala Cecília Meirelles: ganhei prêmio de melhor cantor e um dos prêmios, além de dinheiro, era fazer um espetáculo no João Caetano. Chamei Lecy Brandão para fazer junto comigo, no projeto Seis e Meia. Fiz muita coisa… uma coisa foi puxando a outra. Nesse interim, eu estava super bem, cantando, fazendo sucesso dentro da coisa independente. Tenho uma critica do Zuza Melo, que talvez seja um dos maiores críticos do Brasil. Ele é de Sao Paulo. Eu fui fazer o lira Paulistano e ele fez uma critica incrível e o projeto se chamava “Na Boca do Trombone”; ele fez uma critica no Estadão, que foi uma coisa de me colocar nas alturas mesmo.

Enfim, para encurtar a história (e entrar no sapateado): resolvi voltar a fazer Jazz, por causa do palco, da movimentação, apesar de ser um cantor extremamente romantico. Procurei a UNIC e comecei a fazer Jazz com uma menina chamada Natasha. Anos antes, fiz afro com o Gilberto de Assis. Numa dessas aulas, cheguei um pouco mais cedo e vi uma aula de sapateado que Pat Thibodeaux estava dando. Fiquei alucinado. Falei para mim mesmo até uma coisa nem um um pouco humilde: “No jazz eu não vou poder ser bom mais, mas no sapateado vou poder ser muito bom”. Conversei com a Pat e comecei a fazer aula com ela com um mocassin sem chapinha… (Me lembro que, quando chegou meu primeiro Home Halp fiquei alucinado porque tinha chapinha…) Enfim, o start foi assim.

Nesse tempo, já havia abandonado a faculdade. Fiz até o terceiro ano pois, quando comecei a cantar e a gravar, comecei a não encontrar mais espaço. Com o sapateado ocorreu mais ou menos a mesma coisa. Eu comecei a sapatear na verdade por volta de 84, e em 85 eu fui chamado para fazer um show na sala Funarte em homenagem aos 80 anos do Alcir Piress Vermelho, um dos grandes compositores ainda vivos. Eu fiz sob a direção do Haroldo Costa, com a Ellen de Lima e uma cantora de São Paulo chamada Marcy. Foi o último show que fiz cantando. Nessa época ja estava dando aula. Foi muito incrível, pois uma coisa foi empurrando a outra, fui me apaixonando pelo sapateado. Com seis meses praticamente de sapateado eu parei, pois a UNIC entrou de férias e eu fui fazer aula na Corpore com a Mabel. Em dois meses a Mabel me disse: “Eu não tenho mais nada para te ensinar, vai para a CAT (da Tânia Nardini) fazer aula”.

Fui fazer então aulas com a Tânia e ela me deu a maior força, a Valéria Pinheiro fazia aula e nesse tempo começou a idéia de formar um grupo, o Catsapá. Do Catsapá, a gente começou a dançar por aí, só que eu tinha pouquissimo tempo de sapateado e as demais pessoas ja tinham 3 ou 4 anos. Teve muita gente que me ajudou, a Valéria me ajudou bastante, a Clarinha Gueiros me ajudou muito. Enfim… e aí foi rolando; pouco tempo depois a Mabel me colocou dando aula na Corpore e depois fui dar aula na Corpus, quando saiu uma reportagem no Caderno de Domingo, onde foram me entrevistar sobre sapateado. A Faculdade da Cidade ficou sabendo e foram me chamar já em 86 para ser professor.

Cíntia Martin – E então você trabalhou na Faculdade da Cidade no curso de Dança, lecionando sapateado. Como funciona o trabalho de sapateado, qual seu peso e importância, dentro da curso acadêmico de Dança ? O sapateado é bem aceito ? É matéria obrigatória ?

Flávio Salles – Fui dar aula na faculdade em 86. A faculdade precisava de um programa que fosse aprovado pelo MEC. Mas onde eu iria estudar progressão do Sapateado ? Era matéria obrigatória e é ate hoje. O sapateado era muito bem visto, uma aula tremendamente assídua e bem frequentada. Podia faltar o Ballet e o sapateado não faltava. O sapateado não tinha o mesmo peso para a faculdade, pois o sapateado tinha apenas três periodos e Ballet tem vários. Na verdade, era um complemento do Ballet e se ensinava tudo: história do sapateado, técnica, nomeclatura. Por ir dar aula na faculdade foi que surgiu toda a história do livro. Obstinado e maluco do jeito que sou, entrei de cara e fui estudar. Fiz então um programa muito sério, mapeado, tudo de uma forma muito criteriosa. Por exemplo: você pode ensinar um shuffle para alguém sem ensinar um brush para frente e para trás ? Não pode ! Você pode até fazer isso, mas não é o adequado, como se você fosse ensinar um pull back duplo sem ensinar um pull back simples. Há todo um processo, e eu fui analizar isso de uma forma muito criteriosa.

Cíntia Martin – No Brasil, devido a uma série de motivos (preconceituosos e financeiros), é muito difícil encontrar sapateadores do sexo masculino, fazendo com que o mercado para o sapateador homem seja “mais fácil” pela pouca concorrência. Você teve essa facilidade em encontrar trabalhos, não apenas por seu talento, mas também por essa necessidade do mercado Brasileiro ?

Flávio Salles – Com certeza. Sapateadoras há muitas, sapateadores há poucos. Me lembro que quando estava coreografando para a Cláudia Raia: foi um dificuldade arranjar sapateador homem. Não tem… mas, graças a Deus, está começando a surgir novos sapateadores.

Cíntia Martin – Você trabalhou com Amália Machado e Stella Antunes no excelente musical “Sapato Musical”. Como foi para você participar desse delicioso espetáculo, que deu uma grande guinada no sapateado do Rio de Janeiro?

Flávio Salles – “Sapato Musical” foi um grande espetáculo. Nessa época em que comecei a dar aula, eu ainda fui muito chamado a cantar, mas eu queria dar um formato diferente ao que eu queria fazer. Na minha inquietude, eu achava que o que eu estava fazendo não estava legal e, nessa coisa de dar um formato novo, o sapateado foi me puxando, e então o “Sapato Musical” marcou mesmo. Nós ensaiávamos muito. A primeira montagem foi em 86 e a segunda foi em 87. Foi aí que acabei deixando o canto para trás apesar de, às vezes, ainda fazer aula de canto.

Cíntia Martin – Você tem a única academia especializada apenas em sapateado americano do Rio de Janeiro. Esse sonho sempre fez parte de sua vida ou foi de repente que essa idéia surgiu ?

Flávio Salles – Eu estava na faculdade e de lá fui chamado para dar aula na Dalal Achcar. Comecei a crescer muito lá dentro. Minhas turmas tinham 20, 25 alunos. Eu comecei com três turmas e de repente tinha cinco, sete… No segundo ou terceiro ano, se não me engano, a Dalal me ofereceu o espaço versátil que ela tinha no Fashion Mall e eu abri em 91 o primeiro espaço exclusivamente de sapateado chamado “Flávio Salles Tap Center”, de um sucesso tão grande que em um mês eu estava com quase cem alunos. Só dava aula segunda e quarta e, se não me engano, eram seis turmas. Nesse tempo eu ainda estava na Faculdade da Cidade, que deixei apenas em 92, quando abri a “Academia do Tap” e precisei me dedicar exclusivamente à academia.

Lembro que, no final de 91, venceu o contrato da Dalal e voltei a dar aula em sua academia na Gávea. Nessa época, a Dalal me chamou em sua sala e me falou: “Flávio, está na hora de você abrir seu espaço”. Eu fiquei enlouquecido, pois se ninguém nunca havia feito nada somente de sapateado aqui no Rio de Janeiro, como eu faria sozinho ? Como é que é, como vou gerenciar… Aquilo me enlouqueceu, mas fiquei seduzido. Ela me cedeu o espaço dela de Ipanema. Dalal foi mais que uma mãe. Ela me colocou no colo – “meu filho, vai !”. Me colocou no chão, me deu um tapa na bunda – “vai crescer, vai crescer que você pode !”. Assim, no dia 12 de março de 1992 eu estava abrindo a primeira escola só de sapateado do Rio de Janeiro.

Cíntia Martin – Qual a filosofia da “Academia do Tap” ?

Flávio Salles – Amor ao sapateado. Amor ao ritmo. Amor à dança.

Cíntia Martin – E quando você está ensinando, o que espera em troca ? Há aluno de todas as idades, aluno que vai apenas para se divertir, aluno que sonha em ser um sapateador, aluno que vai obrigado pela mãe até hoje. O que você sente trabalhando o dia inteiro ? O que você espera passar para seus alunos, o quê você quer que eles sintam ?

Flávio Salles – Hoje talvez eu possa dizer que sou o professor – aqui do Brasil, claro, não posso dizer lá de fora – que tem mais “horas rodadas” dando aula. Já cheguei a dar 9 horas de aula por dia, e hoje em dia dou uma media de 5 a 6 horas de aula por dia. Fui aprendendo muito nesses anos todos. Cada turma tem um universo separado, único. São pessoas diferentes, mas a turma tem uma alma. Então, por exemplo, essa turma me passa uma mensagem do que ela quer, as pessoas vão me passando. A filosofia básica da academia é ensinar sapateado americano. Dentro disso, existe todo um processo de educação. Na Academia do Tap, a gente não ensina somente sapateado. A gente ensina também as pessoas a respirar melhor. Cada dia que entro na sala de aula, estou aprendendo. Aprendo com um “não sei”, com um “o que que é isso ?”.

Eu sou um apaixonado em ensinar. É o meu espaço, é onde me sinto inteiramamente feliz, passando o melhor que eu tenho para dar para meus alunos, o melhor que eu sei, e aprender com eles também ! Tem o aluno que quer sapatear, que quer desenvolver, tem aquela turma que vai junto, então você “vai embora”, e cobra, e desenvolve, e malha, e mostra o gosto, e mostra a pulsação, que não é só pé. Sapateado é alma, é víscera, é amor, é ritmo, é toque. O sapateado é completamente a ligação de um fio terra, é chão. Quando nós eramos pequenos, quando queríamos alguma coisa, o que faziamos ? Qual era a nossa reação ? “Descarregavamos no contato – pé com chão”. É o fio terra, é o contato, é a descarga.

Cíntia Martin – Hoje há algum sapateador americano que te inspire ?

Flávio Salles – Todos os bons sapatedores me inspiram. Eu me inspiro em todos os sapateadores que dançam com a alma, que dançam com o coração, que dançam com todas as células dos seus corpos, que dançam com intenção, que sentem. Então isso me inspira, então pode ser você, Cíntia, dançando que vai me inspirar, pode ser Savion Glover, pode ser… qualquer um vai me inspirar.

E a Brenda Bufalino, sobre a qual, antes da gente começar a gravar a entrevista, eu já tinha falado que era apaixonado. Vi Brenda em uma sala de aula onde vi que ela realmente trabalha com todas as celulas de seu corpo, quando ela esta fazendo um “step heel”. Acabou, pronto. Não precisa fazer mais nada. O “step heel” dela é tudo. Ela deixa a energia toda circular pelo corpo inteiro quando esta sapateando.

Cíntia Martin – E o sapateado no Brasil ?

Flávio Salles – O sapateado no Brasil está bárbaro. O nível técnico esta maravilhoso. Nós vamos para os Estados Unidos fazer aula ou os americanos vêm dar curso aqui… não tem diferença. A diferença é que lá eles tem o contato diário. O sapateado no Brasil está evoluindo a cada dia.

Cíntia Martin – Amália Machado, na entrevista passada, falou do livro que vocêsescreveram juntos e que em breve estará à disposição de todos nós. Foi uma pesquisa de anos e muita dedicaçao da parte de vocês. Gostaria que você falasse também sobre o livro (inclusive acrescentando alguma coisa que de repente a Amália tenha esquecido de falar).

Flávio Salles – Na época da faculdade, eu estava no Catsapá e já tinha sido chamado para ir para a Cia. Dá no Pé. Conheci a Amalia num teste para um musical. Ela estava com um gengibre, porque tinha uma coisa de canto e ela me deu um pouquinho de gengibre. Fiquei anos chamando-a de Gengibrinho. Ali a gente ficou se conhecendo. Quando eu já estava na Cia. Dá no Pé, já com um laço de amizade grande com a Amália, durante os ensaios do “Sapato musical”, falei para ela um dia que tinha um programa que tinha enviado par o MEC e que tinha sido aprovado e perguntei: “Vamos fazer um livro ? Ela respondeu: “Flávio, maravilhoso!”

Trabalhamos nesse livro incansávelmente durante cinco anos; foram cinco anos de exaustão. No livro, há tudo que você pode imaginar. O livro é uma maravilha. Ele tem tudo que um sapateador ou um leigo queria saber a respeito do sapateado. O livro tem fotos, nomeclatura, parte musical, programa de aula. Se você está na dúvida do que ensinar para um determinado nível, tem ali: é uma orientação – dentro da nossa experiência, obviamente, dentro dessa coisa da progressão. A gente orienta o básico, o iniciante, o intermediário e o avançado. Dividimos em quatro níveis. Cada turma tem um universo, cada turma se desenvolve de uma maneira, mas você pode dar coisas de um programa mais avançado dentro de uma outra turma, não impede. Eu sou apaixonado pelo livro. Estamos acabando de fechar a parte musical e há um jornalista de peso chamado Marcos Sá Correa que está dando uma força legal e está revisando o livro. Se Deus quiser, o livro sai esse ano.

Cíntia Martin – Estou sabendo que você fará uma exposiçao de artes. Conte-nos um pouco sobre esse seu lado que pouco conhecemos.

Flávio Salles – Eu voltei a pintar para colocar na minha parede, pois os quadros que gostava nas galerias custavam 7, 8, 12 mil dólares. Eu pensei… “poxa, eu sei fazer”. Comecei desprentenciosamente. As pessoas então chegavam aqui em casa e perguntavam “está vendendo ?”. Eu dizia… “Tô !”. E assim, desde o ano passado, já vendi 15 quadros. No meio do ano passado eu mandei emoldurar um quadro meu numa galeria; o dono da galeria ficou apaixonado e disse “Eu quero expor este artista plástico”. A minha intenção não era pintar para fazer uma exposição, mas aconteceu naturalmente. Agora, o que eu tenho que fazer figa é tomar coragem para voltar a cantar, para meus amigos, para mim. Mas a minha vida é o sapateado.

Cíntia Martin – O que você ainda espera aprender e realizar com o sapateado ?

Flávio Salles – Espero continuar a aprender todos os dias e continuar com as portas abertas para continuar aprendendo: quando eu parar de aprender, eu estou pronto para morrer. Que eu conserve, então, um grau bastante grande de humildade para saber que eu nunca sei tudo – e eu estou longe de saber tudo.

E que eu possa sempre estar passando esses “pulos do gato” para meus alunos, pois há muitos pulos diferentes, muitas formas de se fazer. Conservar e aumentar a generosidade de dar aula e passar cada vez mais o que sei, pois não há nada melhor para um professor ver um super sapateador que passou pela sua mão, mesmo que não esteja mais sapateando com você, mas que cresceu, criou asas, já esta dando aula, já foi para outro canto, já voou. Você ver talento nele, ver que você contribuiu de alguma forma para que essa pessoa se tornasse o que ela é hoje.

Cíntia Martin – Qual seus planos para o sapateado no futuro ?

Flávio Salles – Há anos me pedem um curso para pessoas que querem dar aula e/ou para os que já são professores. Será realizado em maio, com vagas limitadas para 20 pessoas, num intensivão de sábado e domingo, com carga horária pesada, pela manhã e à tarde.

Cíntia Martin – Que mensagem você deixaria a quem está iniciando e a quem deseja iniciar na carreira de sapateador ?

Flávio Salles – Para quem quer seguir carreira: tem que ter muito amor. Se tiver amor, pode demorar um ano, dois anos, três anos, pode demorar o tempo que demorar, vai acabar tendo retorno. Mas esse amor tem que ser bem forte, tem que seguir com obstinação, com vontade de crescer, de desenvolver, para quem está começando. Para quem já é professor, tem que continuar a fazer aula e passar toda a paixao do sapateado para quem está vindo aí.

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: